Evento que já faz parte do calendário anual, cresce a cada ano e estimula a economia na produção da agricultura familiar.

Nesta terça-feira, 28, na propriedade do Sr. Oswaldo Lopes, aconteceu o dia de campo “Café Clonal”. Promovido pela Emater, com apoio da Prefeitura Municipal de Cerejeiras e instituições financeiras como Banco da Amazônia e Sicoob Credsul, evento contou com palestra sobre o cultivo do café com direito a aula prática.
Evento faz parte do calendário anual em Cerejeiras, reúne produtores da agricultura familiar, que trabalham ou já têm algum interesse em produzir o cultivo.
Sandro Malta, gerente da Emater Cerejeiras, falou sobre a importância do pequeno produtor em plantar variedades de culturas em sua produção, pois “enquanto uma está dando lucro e outro em baixa, outra pode estar na linha de frente da produção”. Estavam presentes gerentes das instituições financeiras, que esclareceram sobre as linhas de créditos que o agricultor tem direito.

Walter João da Silva, engenheiro agrônomo da Emater-RO – Vilhena, em sua palestra com o tema “Adubação podas de condução e produção do café (Coffea canéfora clonal)” iniciou apontando sobre as condições climáticas de um café produzido em outras regiões do país, e até mesmo em outros países, com relação à região em que estamos e suas diferenças. Em seguida, um pouco da história da produção até os dias atuais, com as tecnologias aplicadas para a maior produção em menor espaço de terra.
O produtor rural que cedeu o espaço para o evento, Sr. Oswaldo Lopes, tem uma área de pouco mais de 8 hectares, em que cria gado de leite. O mesmo destinou 1 hectare para a produção de café. Com essa experiência. mostrou que é possível, através do cultivo, mesmo com uma pequena área, produzir um café de qualidade.
Na região do cone sul, que compreende Vilhena, Chupinguaia, Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Pimenteiras e Corumbiara, vinte famílias cultivam o café em pequenas áreas, que são assistidas pela EMATER Vilhena, informações que o Engenheiro responsável informou em entrevista ao Notícias de Cerejeiras.

Ainda na entrevista, Walter falou que uma lavoura de café clonal, quando bem conduzida, pode produzir mais de 50 sacas por hectare, no segundo ano, o que era impossível no passado. Hoje com a tecnologia utilizada, segundo ele “é possível uma lavoura de 1 hectare ter plantado cerca de 3 mil pés e uma família pode sustentar-se com a produção deste cultivo”.

O produtor Ricardo Dalazém, que tem uma propriedade em Pimenteiras do Oeste, desenvolve um projeto piloto investindo em tecnologia avançada, com projeção para o futuro da produção cafeeira na região.

O evento finalizou com um almoço e o cardápio contou com alimentos produzidos pela agricultura familiar na região.


