Nos últimos meses, a cidade de Cerejeiras tem enfrentado um cenário de crescente insegurança. Furtos, roubos, homicídios, tentativas de assassinato, vandalismo, uso abusivo de entorpecentes e agressões em espaços públicos passaram a ser registrados com maior frequência, gerando preocupação entre os moradores.
Apesar das expectativas de que o Governo de Rondônia trataria o setor de segurança com prioridade, a realidade mostra um quadro de abandono. A redução do número de policiais militares, a ênfase em trabalhos burocráticos em detrimento das ações preventivas de rua, a falta de estrutura física e material, a diminuição de veículos disponíveis e a desativação de postos são fatores que fragilizam o sistema e aumentam a sensação de vulnerabilidade da população.
Ausência de presença policial
No passado, policiais militares circulavam em duplas pelas ruas e praças, muitas vezes a pé ou de motocicleta, tornando visível a presença da corporação e inibindo ações criminosas. Hoje, essa prática praticamente desapareceu. As rondas são feitas em viaturas com quatro policiais, mas o número de veículos é insuficiente para atender a demanda.
Outro problema grave é a precariedade do atendimento pelo número 190, que em diversas cidades deixa de funcionar ou não garante resposta imediata, comprometendo a segurança de quem busca ajuda.
Estrutura precária
As condições físicas dos quartéis e delegacias também refletem o descaso. Em Cerejeiras, a delegacia ocupa um prédio antigo e mal conservado, quando já deveria funcionar como uma delegacia regional, considerando o número de habitantes e a relevância econômica da região. O quartel da cidade, localizado em um bairro organizado, não possui sequer calçadas em seu entorno, chamando atenção pela falta de manutenção.
A ausência de um delegado de polícia fixo é apontada como um dos maiores absurdos. A atuação remota, sem conhecimento direto da realidade local, é vista como ineficaz para planejar ações de combate ao crime. Lideranças políticas, entidades como a OAB e associações de classe já solicitaram reiteradamente a criação de uma delegacia regional com a lotação de um delegado presencial, mas até agora não houve resposta efetiva.
Reflexo regional
A situação não é exclusiva de Cerejeiras. Vilhena, que já foi considerada uma cidade tranquila, hoje figura entre as mais violentas de Rondônia, superando até Porto Velho em alguns indicadores. A justificativa oficial costuma apontar para a atuação de gangues, mas moradores questionam quais medidas concretas foram adotadas para enfrentar o problema na última década.
Voz da comunidade
Nesta semana, diversos crimes foram noticiados em Cerejeiras, reforçando o sentimento de insegurança. Moradores relatam o desejo de voltar a caminhar pelas ruas em qualquer horário, frequentar espaços públicos e eventos sem medo, e dormir tranquilos sabendo que existe um trabalho policial sério e comprometido.
Com a proximidade de um ano político, muitas promessas devem surgir, mas a população ressalta que a urgência por soluções é concreta e não pode mais ser adiada. O que se espera é que a segurança pública receba a atenção e o respeito necessários, garantindo o direito fundamental à paz e à proteção.
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