É evidente que toda administração pública — seja municipal, estadual ou federal — possui suas prioridades e metas, e deve se empenhar em transformá-las em realidade. No entanto, algumas áreas não podem ser tratadas como escolhas facultativas, como é o caso da saúde e da educação da população.

Para que uma cidade seja moderna, diversificada, atraente e ofereça qualidade de vida aos seus habitantes, é necessário apresentar um contexto diferenciado, que vá além do padrão comum. Não é raro que moradores da região, ao visitarem estados como São Paulo, Paraná ou Santa Catarina, retornem encantados com a limpeza, a arborização, o cuidado com as residências e áreas de lazer. Esses relatos revelam o desejo de que Cerejeiras também ofereça tais atrativos — algo perfeitamente possível de ser realizado.

Um exemplo concreto dessa possibilidade é o projeto do Parque Cerejeiras, idealizado para ser construído no Bairro Floresta, na área onde funcionava o antigo CTG. A região, historicamente pouco contemplada por obras públicas, seria valorizada com a implantação do parque, que já conta com recursos federais garantidos e parte da licitação concluída.

O projeto é ambicioso e contempla pistas de caminhada, trilhas ecológicas, palco para apresentações culturais, um lago ornamental, praça de alimentação, quadras esportivas, parquinho infantil e um bosque que será ampliado com o plantio de árvores nativas (Veja vídeo do projeto aqui). A proposta reforça o compromisso da população com o meio ambiente, criando um espaço de lazer, recreação, educação ambiental e convivência.

Apesar do avanço inicial, as obras foram repentinamente paralisadas, sem que a população tenha recebido qualquer explicação oficial. Há, inclusive, o risco de que os recursos federais destinados ao projeto sejam perdidos. Comentários indicam que a atual administração não demonstra interesse em dar continuidade à iniciativa, e alguns vereadores já se posicionaram contra o projeto.

Durante sessão recente da Câmara Municipal, o vereador Eloi Antonio Ronsani cobrou explicações da administração e de seus colegas parlamentares sobre os motivos da paralisação. Segundo ele, até o momento não recebeu respostas concretas sobre o que foi feito nos últimos meses para garantir a continuidade das obras e evitar a perda dos recursos.

Diante da incerteza, é fundamental que a sociedade seja informada e tenha a oportunidade de se manifestar. Clubes de serviço, associações, sindicatos e conselhos locais devem se envolver na discussão, dada a relevância do tema. Considerando o destaque que Cerejeiras tem recebido por iniciativas como a recuperação das nascentes do Rio Arara e o início da arborização urbana, instituições como a Defensoria Pública, a OAB e o Ministério Público também poderiam se interessar pela causa.

A Câmara de Vereadores e a administração municipal têm a responsabilidade de abrir um debate público e transparente sobre o futuro do Parque Cerejeiras. Caso a decisão seja pelo abandono do projeto, é essencial que se saiba quem tomou essa decisão e quais foram os motivos que a justificaram.

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